segunda-feira, 30 de abril de 2007

SPOK FREVO ORQUESTRA - PASSO DE ANJO



Álbum da aclamada orquestra pernambucana redimensiona o gênero centenário a partir de influências diversas O Frevo está para o Capibaribe como o Jazz para o Mississipi. A frase de Zé da Flauta, figura de proa da música pernambucana, margeia as intenções de Passo de anjo, primeiro CD da Spokfrevo Orquestra, um dos mais aclamados grupos da nova cena do Recife. Assim como as águas caudalosas do Mississipi irrigaram estilos musicais diversos, desaguando por todo o planeta, o curso do Capibaribe abastece afluentes múltiplos dos ritmos do Nordeste. Dentre eles, talvez o mais freqüentemente associado ao estado de Pernambuco seja o Frevo, que completa um século de existência – e resistência - em 2007. Formada por 18 músicos, a orquestra surgiu em 1996 nos ensaios do bloco Na pancada do Ganzá, de Antonio Nóbrega, disposta a redimensionar o estilo ao abrir caminho para solos dos instrumentistas - prática típica do Jazz - que o maestro Spok (nome artístico de Inaldo Cavalcanti) classifica de liberdade de expressão: Uma coisa que sempre notei no frevo foi que o músico nunca teve oportunidade de se expressar, limitava-se a tocar o que o compositor escrevia na partitura, declarou Spok ao jornalista José Teles. O frevo é uma música única e diferente de todas, animada e com uma magia especial: a de passar felicidade – sentencia. O álbum, gravado em 2004 e lançado a princípio de maneira independente, amplia sua visibilidade nacional a partir desta nova edição, via Biscoito Fino. O repertório alia frevos de verdadeiras instituições do gênero – os maestros Clovis Pereira Ponta de lança e Duda Nino, o pernambuquinho, além de Levino Ferreira Lágrima de folião, com participação de Antonio Nóbrega no violino, e “Mexe com tudo, gravada por Pixinguinha na década de 40) -, passando por gênios da música universal do Nordeste como Hermeto Paschoal Nas quebradas e Sivuca Frevo sanfonado, com participação do sanfoneiro Genaro). Evidenciando que o centenário gênero continua a despejar malemolência e alegria muito além das margens do Capibaribe, há novas composições, de Spok com o guitarrista João Lyra Passo de anjo e Luciano Oliveira Ela me disse, além de um desdobramento cearense do estilo, em Pontapé, do acordeonista Adelson Vianna em outra parceria com João Lyra, e Frevo da Luz, do baterista Luizinho Duarte e do clarinetista Carlinhos Ferreira, com arranjo do grupo Marimbanda, de Fortaleza. Clovis Pereira e Edson Rodrigues são responsáveis respectivamente pelos arranjos de Ponta de lança e Frevo aberto. Os demais ficam a cargo de Spok. A enxurrada sonora arrancou as seguintes palavras do insuspeito jazzman Luis Fernando Veríssimo, ao assistir uma apresentação do grupo: A poderosa Orquestra Spokfrevo passa de Vassourinha a Chico Science sem deixar cair uma nota. Spok acentua: Sentimos a influência de diversos músicos, mas o importante é que não perdemos a alma. Tocamos mesmo é frevo. Julio Moura
Faixas

01 - Passo de Anjo (João Lyra / Spok) 2m52s
02 - Ponta de Lança (Clóvis Pereira) 3m42s
03 - Nino o Pernanbuquinho (Duda) 3m13s
04 - Ela me Disse (Luciano Oliveira) 2m45s
05 - Frevo da Luz (Luizinho Duarte / Carlinhos Ferreira) 3m22s
06 - Mexe com Tudo (Levino Ferreira) 3m02s
07 - Frevo Sanfonado (Sivuca / Glorinha Gadelha) 4m08s
08 - Nas Quebradas (Hermeto Pascoal) 3m18s
09 - Pontapé (Adelson Viana / João Lyra) 2m21s
10 - Lágrima de Folião (Levino Ferreira) 6m09s
11 - Frevo Aberto (Edson Rodrigues) 2m37s

Ficha Técnica
Produzido por Spok / Gilberto Pontes

Direção Musical Spok

Produção Musical Gilberto Pontes

Supervisão Artística Wellington Lima

Produção Executiva Paulo Germano Vasconcellos

Assitente de Produção Pedro Henrique

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Um comentário:

Tiago disse...

O acervo do site é muito bom daria para disponibilizar os arquivos de spok?
vlw