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quinta-feira, 3 de maio de 2007

MARACATUS, BATUQUES E LADEIRAS Nº2



MARACATUS DE HOJE
1. Cambinda
2. Lindo Baque dos Erês
3. Maraca de Maracatu
4. Sambalelê/ Virgem do Rosário


MARACATUS DE ONTEM
1. Bagé - J.B de Carvalho (1938)
2. Pisa Baiana - Irmãos Valença (1938)
3. Nego Banzo - Fernando Lobo (1940)
4. Maracatu Porto Rico - Dircinha (1949)
5. Rei Bantu - Luiz Gonzaga (1950)



http://www.badongo.com/file/2765750

MARACATUS, BATUQUES E LADEIRAS


Os Maracatus mais antigos do Carnaval do Recife, também conhecidos como Maracatus de Baque Virado ou Maracatu Nação, nasceram da tradição do Rei do Congo, implantada no Brasil pelos portugueses. O mais remoto registro sobre Maracatu data de 1711, de Olinda, e fala de uma instituição que compreendia um setor administrativo e outra, festivo, com teatro, música e dança. A parte falada foi sendo eliminada lentamente, resultando em música e dança próprias para homenagear a coroação do rei: o Maracatu.Para Mário de Andrade a origem da palavra maracatu é americana: maracá=instrumento ameríndio de percussão; catu=bom, bonito em tupi; marã=guerra, confusão. Marãcàtú, e depois maràcàtú valendo como guerra bonita, isto é, reunindo o sentido festivo e o sentido guerreiro no mesmo termo.A dança executada com as Calungas, que são bonecos religiosos, é obrigatória na porta das Igrejas, representando um "agrado" à Nossa Senhora do Rosário e a São Benedito. Quando o Maracatu visita um terreiro homenageia os Orixás.Há também o chamado Maracatu Rural. A crise que antecedeu a II Guerra Mundial provocou uma onda migratória da zona rural para o Recife. Esse tipo de Maracatu, também conhecido como Maracatu de Orquestra ou de Trombone, surgiu nessa época, através da fusão de vários folguedos do interior de Pernambuco, especialmente da zona canavieira. Portanto, nada têm a ver com a instituição mestra do Rei do Congo.* O arquivo a seguir está divido em duas pastas, uma com gravações mais atuais de grupos ainda na ativa como Nação Erê, Maracatu Estrela Brilhante, Leão Coroado, Rio Maracatu, entre outros. Na outra pasta são as gravações a partir de 1930, com um maracatu bem diferente do que estamos acostumados, com uma percussão menor e músicas cantadas. São versões originais de mestres como Capiba, Paulo Lopes, Sebastião Lopes e Geraldo Medeiros.
MARACATUS DE HOJE
1. Cheguei Meu Povo
2. Maracatu (Instr.)
3. Oleruê
4. Cheguei Meu Povo
5. No Morro da Conceição
6. Dia 13 não é dia de negro
MARACATUS DE ONTEM
1. Eh! Uá! Calunga (Capiba) - Maira (1936)
2. Chora meu goguê (Paulo Lopes & Sebastião Lopes) - Henricão Sátira (1938)
3. Senzala - Raul Torres (1945)
4. Piou Caboré - Geraldo Medeiros (1950)
5. Noiô, Noiô (Paulo Lopes & Sebastião Lopes) - Henricão Sátira (1936)
6. Maracatu Elegante - Raul Prates (1943)
7. Maracatucá - Geraldo Medeiros (1949)
8. Nação Nago (Capiba) - Os Cancioneiros (1955)